Transformação Digital: Empresas que faliram por não inovar na hora certa

Sem tempo de ler? Que tal ouvir o artigo? Experimente no player abaixo:

Quando se fala sobre transformação digital ou inovação quase sempre pensamos que a única maneira de fazê-la é criando um produto inédito e promissor, que reinará em um oceano azul sem concorrentes, que vai crescer de vento em popa do dia para a noite ou que vai mudar comportamentos drasticamente, como alguns produtos conseguiram, de fato, fazer na história da inovação.  Mas a verdade é que a inovação pode ocorrer até mesmo no que já está consolidado e que agora funciona bem. Às vezes, é necessário realizar mudanças antes que seja tarde demais.

No século atual observamos o surgimento de diversos novos negócios, sejam eles baseados em inovação disruptiva ou não. Muitos deles foram rapidamente avaliados como negócios milionários – ou até bilionários. O Wall Street Journal e a Dow Jones VentureSource estão monitorando constantemente as empresas privadas avaliadas em US $ 1 bilhão ou mais, conhecidas como empresas unicórnio, este clube tem se expandido desde que o projeto começou em janeiro de 2014, dentre os nomes temos startups como o Uber, AirBnB, BlaBlacar, Xiaomi, Pinterest, entre outros.

Dos diversos fatores que contribuem para o surgimento crescente de novas startups de sucesso, temos o aumento da base de usuários de serviços digitais. Ann Williams, venture partner do fundo Redpoint eventures cita que há 100 milhões de brasileiros on-line e outros 100 milhões para entrar e que a Internet vem crescendo 20% ao ano. A Associação Brasileira de Startups (ABStartups) possui 4.080 associados, um número que representa um crescimento de 18% em seis meses e cerca de 40% em um ano.

O que atrapalha as startups

Um estudo da Fundação Dom Cabral chamado “Causas de mortalidade de startups brasileiras” realizou entrevistas que resultaram em dados que possibilitaram entender o tempo médio de sobrevivência de uma startup no Brasil.


Das 30 variáveis investigadas que poderiam explicar a descontinuidade das startups brasileiras, três delas ganharam destaques: 1) o número de sócios envolvidos é um fator de risco, 2) o volume de capital investido pode representar um risco à sua sobrevivência e 3) o local da instalação da startup pode determinar suas chances de sucesso. Este estudo concluiu que a descontinuidade de empresas startups no Brasil está relacionada em maior grau com aspectos relacionados ao ambiente em que a empresa está inserida e à estrutura determinada no momento de sua concepção, mais do que com as características do próprio empreendedor. Ou seja, sair executando uma ideia sem nenhum tipo de planejamento ou apoio de quem entende do assunto é um grande risco.

De modo geral, dados do Sebrae mostram que 60% das companhias fecham por não ter um planejamento definido e aqui não estão apenas startups, mas empresas que já atuam no mercado há muito tempo. No caso específico das startups, geralmente elas são compostas por jovens, cuja ansiedade pode atropelar o planejamento ou resultar em paixões por ideias que no papel são incríveis, mas na prática não são viáveis ou escaláveis, porque não existe um modelo de negócios ou ele não foi bem pensado.

A verdade é que para caminhar sozinha as startups precisam fortalecer suas pernas antes e neste sentido obter apoio de quem tem experiência para guiá-las é fundamental.

Transformação Digital: Negócios consolidados também precisam se reinventar

Mas se de um lado temos o cenário das startups, do outro temos empresas atuando há anos de mercado, que por não se atentarem à necessidade de inovar ou de transformar-se considerando o cenário digital, ou seja, se não iniciarem rapidamente a transformação digital acabarão ficando para trás.avaliação gratuita para identificar as oportunidades e potenciais do seu negócio!

Quer um exemplo disso? De acordo com dados da última pesquisa da comScore, intitulada “O cenário multi-plataformas no Brasil” , o mobile representa a maior parte do tempo gasto online pelos brasileiros e dois terços da geração millennials está consumindo conteúdo digital através deste dispositivo. Quantas empresas estão preparadas para isso e possuem estratégias, produtos e ferramentas apropriados para este novo cenário?

Com a velocidade com a qual surgem novas tecnologias, negócios que não se atentam em inovar seus modelos ou que demoram a tirar novos projetos do papel perdem o timing. Aqui podemos citar alguns exemplos de empresas que perderam o bonde, como a SEGA, que tinha consoles e jogos de sucesso, mas seu produto Dreamcast não estava preparado para o sucesso do PlayStation 2 e o vídeo game foi abandonado em 2001.

Outro grande case é a Kodak, dominante por muitos anos na área da fotografia e pioneira no desenvolvimento de câmeras digitais, mas que relutou em comercializar seu produto ainda em 1975. Nos anos 90 tentou uma lenta transição para a fotografia digital, mas nos anos 2000 fechou suas fábricas, pedindo proteção contra falência em 2012, anunciando o fim da produção de câmeras digitais e de vídeo. Agora, aposta suas fichas em impressoras numa tentativa tardia de se reinventar.

As locadoras de vídeo também assistiram sua queda com os inúmeros meios de download, planos de TV e serviços de streaming, que levaram ao declínio do aluguel de DVDs e Blu-rays. A falência da Blockbuster significou a perda de milhões de dólares. Desde o começo a empresa tinha ciência da ameaça dos meios digitais e poderiam ter usado seu nome forte para se reformular, lançar um concorrente ao Netflix, e levar seus clientes para um serviço digital, mas infelizmente isso não aconteceu.

Muitas vezes é preciso reinventar-se e transformar-se para continuar no mercado, bem antes que o prejuízo ameace aparecer.  A luxuosa joalheria Tiffany’s é um exemplo, antes de consagrar-se neste universo funcionava como um empório de artigos de papelaria e bens sofisticados e vendia enfeites, relógios, cintos, produtos para a pele e cabelo e aparelhos de janta.  Ao assumir o controle da empresa em 1853, Charles Tiffany direcionou os negócios para as joias e assim nasceu o império azul, hoje famosa em todo o mundo.

Outras empresas se reinventaram, como a Jacuzzi, que inicialmente fabricava aeronaves, mas que com a morte de um dos irmãos em um acidente sofrido em um dos aviões fabricados na empresa, decidiram em 1921 passar a fabricar bombas hidráulicas agrícolas, cujo conhecimento foi aplicado anos depois para produzir as famosas banheiras de hidromassagem que conhecemos hoje, distribuídas em mais de 60 países.

Seja um negócio já consolidado ou uma startup, obter apoio profissional focado em ajudá-las a atingir seus objetivos de negócios é essencial. Para o negócio mostrar-se realmente forte, é necessário um trabalho focado em seu modelo de negócios. Pode ser necessário reinventar-se ou transformar-se para o digital (Transformação Digital), mas nem sempre quem está envolvido na rotina do negócio consegue perceber essa necessidade ou fazer este ajuste sozinho. Estas mudanças podem levar à redução de custos, ganho de eficiência e novas formas de atender o novo consumidor, que agora está presente nos meios digitais o tempo todo. Neste sentido, as empresas precisam pensar em novas formas de atendê-los e de oferecer serviços baseados em mobile, serviços em nuvem, autosserviço e ferramentas de relacionamento e pré-vendas, que fazem toda a diferença em uma época em que concorrentes e conteúdos existem aos montes.

Transformação Digital passa por muitas decisões e atitudes dentro de uma empresa. Começar sua estratégia pensando em ominichanel para se relacionar com seu público alvo é um dos caminhos mais rápidos e eficientes. Saiba como o Inbound Marketing pode ajudar sua empresa Clique e aumente seu conhecimento com este material!

 

 

MARKETING & NEGÓCIOS

Coloque seu email abaixo para receber as atualizações do blog!

Acesse o e-mail enviado e confirme a assinatura, obrigado!